[NDS] Castlevania: Portrait of Ruin (ANÁLISE)

Para estrear o blog, uma análise antiga que eu escrevi do jogo Castlevania: Portrait of Ruin para Nintendo DS. Ela está meio datada, mas o jogo ainda é bacana e vale a pena ser jogado!

Análise completa na continuação do post!

(análise escrita originalmente em 03/01/2007, para o fórum UOL Jogos)

Castlevania
Produção: Konami
Desenvolvimento: Konami
Nº de jogadores: 1 (2 no Co-Op / 4 no Shop mode)
Classificação: Teen (13+)

História:

No ano de 1944, no fim da segunda grande guerra, o mundo está contido em caos e terror, criando ódio e medo pelas inúmeras almas perdidas pelo mundo. A agonia e ódio dessas almas invoca o castelo do mal, aquele que apareceu diversas vezes através da história apenas para provocar terror e destruição em sua volta, o castelo que pertence ao lorde das trevas, Drácula… O castelo demoníaco.

Um poderoso vampiro que perdeu suas filas durante a primeira grande guerra quer usar os poderes do castelo do Drácula para se vingar dos seres que destruíram o que ele mais amava.

Junte-se a Jonathan Morris, um jovem que possui o lendário chicote “Vampire Killer”, e Charlotte Aulin, uma poderosa “spellcaster” com incríveis habilidades mágicas, e destrua o mal que pode destruir o nosso mundo.

Comentário: A história não é o forte desse jogo, é bem genérica, e no final não passa de uma desculpa para te jogar de novo no castelo do Drácula e enfrentar um monte de criaturas violentas para impedir maiores problemas.

Nota: 6.0

Gráficos:

Um dos pontos fortes do jogo, os sprites e a animação dos personagens é incrível e os cenários são os mais bonitos que eu já vi na tela do meu DS, é claro que ainda temos os gráficos “fofinhos e incríveis” de jogos como Kirby e Yoshi Island DS e ainda os incríveis gráficos 3D de Metroid Hunters, mas se tratando de jogos 2D com gráficos mais sérios, Castlevania é imbatível. Espere até ver a nova versão do Death, as irmãs vampiras ou outros chefes do jogo, incluindo um “semi-leão-zumbi” com pedaços de carne caindo pelo cenário, simplesmente embasbacante!

Neste quesito não consigo encontrar nada para reclamar (e eu nem falei da impressionante CG de abertura).

Nota: 10

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Som:

Outro ponto forte do jogo, as músicas são muito boas, os efeitos sonoros são maravilhosos e as vozes (mesmo os diálogos não sendo falados) durante o uso das skills e em alguns outros eventos são bastante convincentes. Este é um tipo de jogo que merece ser jogado com fones de ouvido e com o volume no talo.

Mesmo com tantos pontos positivos, não vou dar 10 por um pequeno motivo: poderiam ter dublado todos os diálogos.

Nota: 9.5

Jogabilidade:

A jogabilidade desse jogo é muito boa, mas o grande número de funções pode gerar confusão nos jogadores mais casuais, praticamente todos os botões são usados, e ainda há os comandos feitos com sequências de botões e o fato de haver mais de um movimento sendo feito por um mesmo botão.

Apesar disso, a jogabilidade segue os padrões dos jogos Castlevania, quem já jogou o DoS (também pro Nintendo DS) não terá dificuldades.

A novidade desse jogo está no fato de você controlar dois personagens diferentes ao mesmo tempo, um especializado no uso de armas e outra em magias, o interessante é que você sempre tem a possibilidade de alternar entre eles ou controlar um em quanto o outro é controlado pela IA. O jogo apresenta ainda partes que envolvem interação entre os personagens para continuar o caminho, mas, infelizmente, essas situações são raras e não foram muito bem trabalhadas.

Quanto ao uso das funções exclusivas do DS, não há muito o que dizer, o jogo se passa na tela de baixo enquanto a tela de cima mostra o mapa da região que você está ou uma tela de status, a função de toque não tem utilidade, serve apenas para navegar nos menus e para jogar em um modo que é desbloqueado no fim do jogo.

Nota: 9.0

Diversão:

Esse é, com toda certeza, um dos jogos mais divertidos do Nintendo DS, os chefes são bem desafiadores e as magias e armas são tão legais de serem usadas que, as vezes, você vai se pegar brincando com os inimigos , o legal de Castlevania sempre foi sua interessante fórmula “Metroid + RPG + Drácula e vampiros”, e aqui não é diferente. É muito recompensador quando você volta em um local já visitado e consegue matar com uma simples rasteira inimigos que te exigiam 2 ou 3 golpes de sua arma.

Mas infelizmente o jogo não é perfeito! O motivo? simples, o Multiplayer: Como todos sabemos, jogos como Castlevania e Metroid não combinam com múltiplos jogadores, mas esse título é diferente, com a mecânica dos dois personagens, esse jogo tinha tudo para ter um incrível modo Co-Op, mas a Konami não aproveitou corretamente a ideia e fez do co-op um simples modo de competição do tipo “quem chega primeiro” que é jogado em um caminho simples e não no mapa normal do jogo, um grande vacilo da Konami.

O outro modo multi é o Store, que permite vender e comprar itens encontrados no jogo, mas no final é apenas um modo bobo que ninguém usa pra nada.

O legal é que não há diferença real entre Wi-Fi LAN e Wi-Fi Connection, e mesmo sem a troca de friend codes da pra jogar multi numa boa.

Nota: 9.0

Replay:

É incrível como esse jogo é viciante , e para melhorar ainda mais há uma porção de coisas a serem feitas: cumprir todas as quests do Wind, virar MASTER nas subweapons que vc mais gostar, conseguir 100% de exploração em todas as áreas do jogo (e conseguir a marca de 1000% de jogo), ver os 3 finais possíveis e zerar o jogo nos 4 modos diferentes (sendo que dois deles só podem ser jogados após zerar o jogo uma primeira vez e o último só através de um truque).

Há ainda o Hard Mode com Level Cap para deixar o jogo super difícil, em troca de itens raríssimos para quem conseguir chegar até o fim.

Nota: 10

Considerações finais:

Esse jogo tem que estar na sua coleção, é um dos melhores jogos já lançados para o DS e tem uma boa duração.

Se você for comprar apenas um jogo nesse final de ano, pense sériamente em Castlevania: Portrait of Ruin. Apesar de eu não ter jogado o Dawn of Sorrow, e de não ser capaz de dizer qual dos dois é melhor, posso garantir que Portrait of Ruin é incrível e merece ser jogado.

Nota Final (não é média): 9.0

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Para detonados, guias e foto dos mapas do jogo: GameFaqs.

Para outros review, mais fotos e vídeos: GameRankings.

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